domingo, 8 de setembro de 2013

PARTE DO PROBLEMA OU DA SOLUÇÃO?


“Isto não vai funcionar!” , “Agora ficou pior do que estava”,  “Não me consultaram, não vai dar certo” ou ainda “Você viu que alteraram aquilo? Aff, agora ficou ruim de vez!”

Estas são algumas das frases típicas de pessoas que ao se depararem com novas regras ou necessidades de mudança se incomodam e invés de contribuírem para encontrar uma solução melhor, uma vez que geralmente nenhuma solução as agrada, fazem comentários pejorativos e criticam duramente as ‘novas ideias’.

O mercado muda, as empresas mudam, as necessidades mudam. Acompanhar estas mudanças nem sempre é algo fácil. Algumas são modismos, outras vem para alterar os conceitos que já conhecemos de forma definitiva. E se faz necessário que as empresas se reinventem, inovem e melhorem.

Novas regras também são novas oportunidades de aprendizado, crescimento pessoal e profissional ou até de exercitar uma parte do cérebro esquecida por muitos:  A capacidade de argumentação!

Não concorda? Acha que as mudanças não te favorecem? Pense, construa e formalize uma ideia, mas faça isto por completo, não apenas frases soltas. Pense nas necessidades que levaram a empresa a tomar aquela decisão, encontre alternativas e valide-as financeiramente, quanto à sua aplicação no negócio, o impacto na equipe e após isto apresente-a.

Se você não é parte da solução, com certeza é parte do problema!

Não conseguiu encontrar uma maneira melhor ou argumentação suficiente? Não tem problema, apenas não saia por aí criticando de forma infundamentada as decisões.

Caso alguém venha reclamar para você, questione sobre qual seria a sugestão de melhoria e qual o motivo dele não tê-la exposto. Se não tiver resposta, FUJA, não dê ouvidos.


Não seja parte do problema. Seja parte da solução!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

PASSA OU REPASSA!


Assistindo aos jornais de hoje ouvi algumas reportagens sobre o programa ‘Mais médicos’ do governo federal. Poderia descrever minha opinião sobre o programa, se é valido ou não, se falta estrutura, se os médicos irão resolver, etc, mas como o foco do blog é o mundo corporativo pude observar uma situação incômoda e que ocorre por muitas vezes em todas as empresas, o ‘Passa e Repassa’.
O Sr. Ministro da Saúde ao ser informado da inclusão no programa de um médico cuja licença deveria estar suspensa por acusações de mutilações em mulheres durante o exercício de cirurgias plásticas, especialização que este sequer possuía, jogou a culpa no Conselho Federal de Medicina, afinal consultando o site da instituição era possível encontrar o referido médico com seu registro no status ativo.
Por outro lado o Sr. Presidente do Conselho Federal de Medicina ao saber do fato e da acusação feita pelo Sr. Ministro rapidamente rebateu informando que o CFM havia alertado o ministério da saúde da necessidade de validar as fichas criminais dos médicos, mesmos dos brasileiros com registro ativo no CFM, antes de concluir a contratação.
Para resumir, eu que sou o cliente interessado (assim como você que está lendo este post) fiquei com a impressão de que a culpa é minha, afinal ninguém teve culpa, um empurrou para o outro e vice-versa.
No ambiente empresarial é muito comum o cliente ficar com esta impressão quando há o ‘passa e repassa’ entre áreas internas. “A culpa é do administrativo” ou  “ O comercial é quem vendeu errado” ou ainda “Produziram o produto diferente do planejado”.
 Enfim, o ‘passa e repassa’ interno só confunde o cliente e não resolve seu problema, apenas potencializa a demonstração de falta de organização da empresa.
Se você já viveu ou vive situações desta forma, pense em atender o cliente e resolver o problema e depois, internamente, cuide para que a situação seja corrigida.
Passar ou repassar o problema não ‘livra a sua’ perante o cliente, apenas denigre a imagem da empresa que você representa.


Pense Nisto!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A DIFÍCIL ARTE DE AGRADAR A TODOS!


Você já tentou agradar a todos?  

Se respondeu SIM a esta pergunta deve ter passado por alguns problemas.

            Em uma roda de conversa alguém me confidenciou estar decepcionado com a quantidade de reclamações e até com a ausência de opinião de várias pessoas sobre melhorias recém implantadas em seu negócio.
           
            Comecei a pensar sobre o tema e rapidamente lembrei de várias situações vividas durante minhas experiências profissionais, principalmente na época de consultoria, onde tinha acesso e vivência dentro de um grande número de empresas.

            Era comum ficar um longo período dentro da empresa e por conta disto acompanhar seu desenvolvimento, ao passo que várias pessoas eram substituídas ou o quadro era aumentado.

            Tendo esta visão externa era possível perceber as melhorias que a empresa implementava ao longo dos anos, situações outrora nem pensadas, hoje eram realidade, como por exemplo, um clube para descanso no horário do almoço.
           
            Os colaboradores recém-chegados ficavam bastante empolgados com este benefício, afinal as empresas de onde vieram sequer pensavam ou tinham a oportunidade de oferecer algo parecido, ou mesmo os que já tinham este benefício, ficavam contentes pela manutenção mesmo.

            Porém, os colaboradores mais antigos, estes que há muito tempo cobravam o clube, ou reclamavam que não havia diversão suficiente, ou que era quente demais, frio demais, enfim não enxergavam o mesmo com um benefício conquistado.

            Pode parecer estranho, mas fiz uma reflexão e percebi o quanto a empresa que trabalho melhorou nos últimos anos, quantos benefícios foram introduzidos, melhorias aplicadas, quantos ‘clubes’ foram constituídos e quantas reclamações eu mesmo fiz ou ouvi de colegas que não conseguem enxergar o valor destas conquistas e estão sempre querendo mais.

            É natural do ser humano esta busca por novas melhorias, esta ambição por constantes conquistas, mas isto tem que vir acompanhado de uma reflexão do que já fora conquistado. É saudável olhar que temos 10 degraus para subir, mas é mandatório observar que já subimos outros 30 para chegar até aqui.

            Portanto, se você deseja sempre agradar a todos, saiba que você terá problemas, mas lembre-se que você também é difícil de agradar!


* Para quem acompanha o seriado Os Simpons sabe que a grande maioria das roubadas que o Homer entra é por conta de seu hábito de querer agradar a todos!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

DOANDO OU RECEBENDO?



Nesta última semana, motivado pela minha namorada, participei de uma atividade da empresa focando o apoio assistencial a entidade da região realizando a pintura de muros externos desta unidade, onde a empresa forneceu o material e convocou os colaboradores para ter a mão de obra de pintura dos muros. 
Chegado o sábado, acordamos em cima do horário, pois estava frio e a cama bem convidativa! Não tomamos café e corremos até o local, afinal detesto atrasos.
Assim que cheguei me deparei com outros 17 colegas da empresa que também se dispuseram a participar do evento, divido em 2 turnos de 2 horas.
O resultado foi que em pouco mais de 1 hora conseguimos cobrir, com qualidade, toda a extensão externa (frente para rua) do muro, separando ainda colunas brancas e interiores em amarelo (coisa de profissional!).
Bem, você deve estar se perguntando o motivo de eu estar contando toda esta história, certo! Acreditem, aprendi várias lições neste dia que aplicamos ou devemos aplicar em nosso dia a dia empresarial.
Sem a necessidade de longas reuniões rapidamente as pessoas se distribuíram, e de acordo com suas habilidades: altura, força, conhecimento, entre outros aspectos, o time se moldou com responsáveis pela limpeza prévia do muro, a distribuição da tinta pelos espaços enquanto outros, especialmente as mulheres que eram mais delicadas com o trabalho, cuidavam dos acabamentos e rodapés, enfim, em questão de minutos a distribuição de tarefas, organização de espaço de trabalho e material estavam prontas.
Motivados pelo espírito de solidariedade, era bem comum o companheiro que pintava o pedaço do lado ao perceber que sua tinta estava acabando, repor a dele e a sua ou ao descobrir novas técnicas (descobrirmos que fica bem mais fácil pintar quando o rolo de pintura tem um cabo de vassoura acoplado!), compartilhávamos rapidamente com os demais, para exigir o menor esforço e ter a melhor qualidade possível.
Ao final do primeiro turno fomos agraciados com um café da manhã, preparado pelas cozinheiras da instituição, com variedade de itens, uns mais gostosos que os outros.
Infelizmente por conta de outros compromissos não pude me estender no segundo turno, como  outros colegas fizeram, por conta de poucos inscritos no evento.
Saí do evento com a certeza que na verdade eu não doei nada, eu aprendi muito com a praticidade, coleguismo e organização que conseguimos ter quando queremos implantar ações eficazes, rápidas e certeiras. Pude vivenciar ótimas experiências de compartilhamento de informação, ou seja, lá a comunicação funcionou muito bem.
Para finalizar, além de aprender tudo isso recebi um café da manhã excelente e preparado com muito carinho.
Resumindo, saí do evento com a sensação que fiquei devendo, que posso doar muito mais e que vários outros colegas deveriam experimentar estas oportunidades.

Se você ainda não viveu nenhuma experiência neste sentido, está perdendo seu tempo!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

SORTE OU OPORTUNIDADE?!

“Eu acredito demais na sorte, e tenho constatado que quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho” Thomas Jefferson.


Ouvi diversas vezes: “Aquele sim tem sorte, viu quanto sucesso, nasceu virado pra lua!”.

Na verdade todos, em menor ou maior grau, contam com uma pitada de sorte em suas vidas. A grande diferença está em quem consegue aproveitá-la, em quem está preparado para se valer da sorte.

Salvo quem ganha nas loterias, apesar que fazer o jogo já dá um certo trabalho, todos precisamos trabalhar e estar preparados intelectualmente e psicologicamente para aproveitar as oportunidades da vida a nosso favor, sejam estas oportunidades pessoais ou profissionais.

É bem comum alguém que estudou muito por vários anos, que dedicou seu tempo e suor ao trabalho, treinou sua capacidade de relacionamento interpessoal, liderança, subir de cargo, ser promovido, ter sucesso em suas atividades.

Por outro lado, é bem comum as pessoas que usaram seu tempo apenas com atividades que nada acrescentam em sua formação, como brincar na rua, curtir baladas, matar aula, reclamarem que tem pouca sorte.

Não estou falando que você não tem o direito de divertir. Se relacionar, ter seus momentos de relaxamento são importantes e fazem parte da sua vida, mas tudo tem sua dose certa.

Então, se você ainda não teve sorte em sua vida, considere suas ações, reveja seus estudos, pense se tem se dedicado ao trabalho de forma adequada, pois ainda há tempo para que a sorte fique do seu lado.

Se você já teve sorte em sua vida, lembre-se que ela pode ir embora! Não esmoreça, não desanime, mantenha o foco, a dedicação, os estudos e esteja preparado para novas oportunidades.


BOA SORTE!